Cabelos Curtos

12 comentários

Os cabelos curtos ganharam as ruas depois da Primeira Guerra Mundial, época em que as mulheres começaram a se integrar ao mercado de trabalho e já não tinham tanto tempo para cuidar de enormes cabeleiras.

Ainda na década de 20, a estilista Gabrielle “Coco” Chanel lançou o corte de cabelos reto, que leva o seu nome e é consagrado até hoje. Na época, a atitude vanguardista desta francesa, que também libertou a mulher do uso de roupas desconfortáveis, influenciou muitas outras a adotarem um visual que expressava os primeiros passos da emancipação feminina.

Outra francesa, Christelle Maillet, 28 anos, gerente de Marketing de Cabelos da Natura, conta que, em seu país de origem, o cabelo curto faz sucesso há muito tempo, pois faz parte da cultura. ”Tanto que, na França, o cabelo considerado longo fica na altura dos ombros”, diz.

Christelle já teve cabelos médios, na altura dos ombros e, agora, curtos. A primeira vez que ela tosou os cabelos de forma radical foi aos 14 anos, movida pelo momento “rebelde” da adolescência. “Não fui muito feliz, pois o corte deu um ar masculino ao meu rosto”, afirma.

Aos 18 anos, a gerente descobriu curtos mais femininos, com fios desfiados, estilosos e em degradé, que até hoje gosta de usar. “Adoro cortes que permitem versatilidade: um dia cabelo mais arrumado, um dia mais espetado”, brinca.

Há três anos, quando chegou ao Brasil e começou a trabalhar na Natura, Christelle estava com os cabelos na altura dos ombros. Mas, logo, a correria do dia a dia a fez optar novamente pelos curtos. “As brasileiras têm receio de cortar os cabelos porque, aqui, os longos são vistos como arma de sedução, de feminilidade. O problema é que eles requerem muitos cuidados e tratamento, para ter resultados bonitos. Caso contrário, o que era para realçar a beleza deixa de valorizar um belo rosto. O curto traz modernidade e uma feminilidade mais rebelde e independente, ou seja, menos submissa ao gosto dos homens”, acredita.

Não há dúvidas das vantagens de adotar um visual mais curto:

  • É mais fácil cuidar.
  • Mais rápido fazer tratamento, coloração e secar.
  • Com criatividade e acessórios, é possível criar vários visuais.

Christelle explica que, para ter um visual bonito, é preciso certa habilidade com finalizadores, a fim de valorizar os fios curtos. “Com este produto, podemos aumentar ou reduzir o volume, alisar, definir as mechas e pontas desfiadas, valorizar uma franja, criar camadas.”

O cabelo da gerente é seco e ondulado. “Geralmente, gosto dele em um tom cobre. Uso shampoo e condicionador a cada lavagem, e máscara de tratamento uma vez por semana. Seco com secador, fazendo uma leve escova, e defino as pontas com pomada modeladora”, afirma.

Seu cabelo é reflexo de sua cultura e personalidade: uma mulher com raízes francesas e coração brasileiro, mistura de espírito rebelde que se expressa em uma feminilidade moderna, ideal para quem gosta de sair dos padrões.
E ela conclui com mais uma dica: “ Fica lindo casar de cabelo curto! É só colocar um acessório, como uma flor para ganhar um lindo ar romântico”.

A foto comprova, não é mesmo?

 E você, já teve cabelos curtos? Gostou? Acha que eles estão mesmo relacionados ao perfil de uma mulher moderna, que prefere um corte mais prático e fácil de cuidar?

Cabelos longos

10 comentários

No post sobre tendências para cabelos no verão, Roberto Blaskes disse que os brasileiros e as brasileiras gostam de mulheres com cabelões.

De fato, os cabelos curtos estão nas ruas, mas em número bem menor, principalmente na faixa dos 13 aos 40 anos.

Talvez a explicação para isso esteja no imaginário que relaciona os longos cabelos com a feminilidade. Mas isso não é regra. Afinal, há várias mulheres consideradas hiper sensuais e femininas que adoram um cabelo curto, cheio de estilo.

Os cabelos compridos têm vários significados. Na mitologia grega, Afrodite cobria a nudez com seus longos cabelos. Na mitologia hindu, os cabelos de Shiva revelavam as direções do espaço e do universo. Em algumas linhas religiosas, os cabelos longos de uma mulher simbolizam a sua posição de subordinação ao homem. Na literatura infantil, Rapunzel lança suas tranças para que o príncipe possa resgatá-la da torre.

A pedagoga Alessandra Storolli, 39 anos, adora seus longos cabelos. “Quando eu era pequena, para facilitar meu dia a dia, minha mãe cortava meus cabelos bem curtos. Com 13 anos, comecei a deixá-los crescer. Aos 14, conheci o meu marido, que diz ter se encantado com minhas madeixas. Desde então, sempre mantive os fios longos que amo demais”, afirma.

Alessandra não pretende cortar os cabelos tão cedo. “Eu me sinto maravilhosa quando faço uma escova com leves cachos nas pontas. É uma sensação de poder, de charme que acho deliciosa”, complementa.

Já contei a vocês que tive cabelos curtos, quando resolvi cortá-los para assinalar uma grande mudança na minha vida que exigia mais praticidade. Na época, meus cabelos estavam na cintura. Eu praticava mergulho e precisava dos fios curtos para facilitar os cuidados na praia. Embora ache que, para algumas pessoas, os curtos fiquem um charme, descobri que para mim não funciona – pelo menos por enquanto. Mas, quem sabe… Talvez, no futuro, um corte mais radical possa me trazer tanta alegria quanto os longos proporcionam agora.

No próximo post, vou falar sobre as lindas mulheres de cabelos curtos. E você, gosta de cabelos longos ou curtos? Acha que os fios longos são mesmo preferência nacional? Palpite.